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PSD na liderança, PS ganha terreno nas autárquicas

 

MPT ALCANÇA EXCELENTES RESULTADOS 

Análise Global 

Podem ser considerados como globalmente muito positivos os resultados alcançados pelo MPT nestas Eleições Autárquicas com a eleição de dezenas de eleitos locais. O Partido da Terra obteve mais votos e mais eleitos do que aqueles que alcançou em 2005, tendo aumentado a sua votação de forma muito significativa em todos os concelhos em que concorreu e tendo sido o partido extra-parlamentar que mais mandatos alcançou, quer ao nível das Câmara Municipais, quer das Assembleias Municipais e das Assembleias de Freguesia, afirmando-se como uma força política com um enorme futuro autárquico pela frente.

Merece particular destaque a eleição de 2 vereadores, em listas MPT, João Isidoro em Câmara de Lobos (3,49%) e Joaquim Ricardo, no Sabugal (18,31%), assim como o substancial reforço da presença do MPT em quatro importantes Municípios da Grande Lisboa: Lisboa (2 deputados municipais eleitos), Sintra (1 deputado municipal), Odivelas (1 deputado municipal), Vila Franca de Xira (1 deputado municipal) e Alenquer (1 deputado municipal). De destacar ainda os bons resultados em Nelas, em Penalva do Castelo, e, Ferreira do Alentejo, em Elvas, em Alcobaça, em Belmonte, em Vila do Bispo e em Lagos, entre muitas outras localidades.

Em Alenquer, a coligação "Pela Nossa Terra  PSD/CDS-PP/PPM/MPT", subiu mais de 1200 votos mas ainda não foi desta que conseguiu conquistar a câmara. Conseguiu todavia, com enorme contributo do MPT,conquistar ao PS a freguesia mais populosa do concelho – Carregado - precisamente a freguesia em que José Carlos Morais, do MPT, era o principal responsável, o que diz muito do excelente trabalho desenvolvido por este nosso autarca. O MPT passou a ter um eleito na Assembleia Municipal (José Carlos Morais) e um eleito na Assembleia de Freguesia do Carregado (Carlos Assis). Em Vila Nova de Gaia, o MPT conseguiu superar as suas expectativas e o resultado de há quatro anos foi ultrapassado em mais 3 por cento, um sinal de que o MPT/Gaia se está a afirmar. Apuradas todas as freguesias, o MPT obteve 993 votos, um óptimo resultado. Em Braga o MPT, com Miguel Brito, alcançou - 0,72%, ou seja 704 votos.

Destaque ainda para a reconquista, com maioria absoluta e com aumento de votação, da Junta de Freguesia de Vila Chã (Concelho de Esposende)

Nestas eleições merece ainda destaque a contribuição dada pelo MPT para a conquista de várias câmaras municipais, só possíveis pela nossa presença na coligação. Foram os casos de Faro e de Sintra, sendo que as mesmas só foram ganhas porque a lista vencedora se apresentou em coligação (PSD, CDS-PP, MPT e PPM) tal como aconteceu em 22 concelhos do País, nove deles em concreto com o Partido da Terra. 

Resultados

Câmaras Municipais (Eleitos directamente em lista MPT)

2 Vereadores

Assembleias Municipais (Eleitos directamente em lista MPT)

14 Deputados Municipais 

 Assembleias de Freguesia (Eleitos directamente em lista MPT)

48 Membros de Assembleias de Freguesia

 

Nota - Estão ainda a ser contabilizados os eleitos do MPT no âmbito das coligações, de algumas dezenas, apuramento este que não está concluído. 

 

 
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BRAGA É GENTE! 

 
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COLIGAÇÃO LISBOA COM SENTIDO - ALCÂNTARA: SANTANA LOPES QUER RENEGOCIAR CONTENTORES 

 

Pedro Santana Lopes, acompanhado pelo Presidente da CPN do MPT Pedro Quartin Graça, visitou esta terça-feira de manhã, na companhia dos jornalistas, a zona dos contentores de Alcântara, para falar sobre a expansão do terminal e «acusou» António Costa de «atirar areia para os olhos das pessoas».

Após o candidato do PS ter garantido que assinou um acordo para que a altura dos contentores não ultrapasse os cinco, Santana Lopes exorta o actual edil a mostrar o acordo e a dizer com quem o assinou, já que «doutra forma é conversa fiada para enganar os eleitores».

E explicou que «apesar de não ser um entendido se informou» e a questão dos contentores não passa só pela altura. «Há dois tipos de contentores que variam no comprimento - 20 ou 40 pés. E este facto não é indiferente, porque há um limite para a capacidade de resistência do solo» naquela zona. «Não se pode colocar aqui mais de cinco contentores grandes, porque o solo não aguenta» explicou. O «acordo» que o Dr António Costa conseguiu prevê já o máximo do que podem fazer.

Acordo "renegociado"

Se vencer no próximo dia 11 de Outubro, Santana Lopes garante que o acordo com a Liscont, «será outro ponto a tratar com o Governo», porque a autarquia se oporá às «resultantes do contracto». Questionada sobre a existência de cláusulas de indemnização, o candidato confirmou a sua existência. «São fortes no caso de rescisão por parte do Estado e, por isso, terá de ser feito com ponderação». Vai mais longe e diz mesmo que as indemnizações previstas quase podem configurar «enriquecimento sem causa ou abusivas». Mesmo assim, garante que quer «reduzir os termos da concessão» e lembra que «deveria ter havido concurso e deve haver concurso. Queremos que o processo seja reaberto e reavaliado».

Comboio passará por cima

Pedro Santana Lopes revelou ainda, que teve acesso a alguns documentos «provisórios» e que a ideia de rebaixar a linha férrea não é realizável «devido ao caneiro de Alcântara». Ou seja, a praça que tinha sido prometida para ligar Lisboa ao Tejo, será para comboios. «Uma contrariedade» ao previsto. Além disso, aos comerciantes das Docas foi proposto, devido às obras de expansão, «a sua deslocalização durante dois ou três anos, para a zona da Cordoaria Nacional», para mais tarde voltarem ao mesmo local. Uma proposta que custará cerca de 40 milhões de euros.

Mais 600 camiões TIR por dia

Pedro Santana Lopes afirmou ainda, que não se pode desligar a expansão do terminal de contentores de Alcântara da «Terceira Travessia do Tejo, com a componente rodoviária», da qual discorda. «Teremos mais algumas dezenas de milhares de carros a entrar em Lisboa» nessa travessia e o aumento da capacidade do Porto, implica mais «600 camiões TIR, por dia, a circular em Lisboa». «Qual é congruência disto com o discurso do metro e do porsche, do "sem carro" e do eléctrico rápido?», questiona. O cabeça de lista da coligação «Lisboa com Sentido» assume que a cidade tem que ter «um porto, mas não quer que seja uma cidade de matriz portuária». «É uma questão de opção estratégica: saber se apostamos no turismo, no comércio e nos serviços ou numa cidade de cariz portuário».

Há mais zonas para expansão

Pedro Santana Lopes sugeriu, por exemplo, a zona da «Trafaria» para expansão. Admite que faltam estudos, «mas é uma questão de vontade e uma opção em aberto», que não é única localização possível porque «há mais».

 
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